Fonte: http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=728
domingo, 25 de novembro de 2012
A era da química verde
A indústria química é uma das mais importantes do mundo e fabrica cerca de US$ 3,6 trilhões em produtos por ano. Durante décadas ela pouco se interessou por sustentabilidade ou proteção do meio ambiente, mas, após grandes catástrofes como a de Bhopal (Índia) e a de Seveso (Itália), suas atitudes começaram a mudar. Em vez da química suja, a química verde é agora o desejo intenso em todo o mundo.
"Depois de definir o termo 'química verde' em 1991, ficou claro que seria desejável um projeto para aqueles que quisessem pôr a teoria na prática", diz Paul Anastas, considerado o pai da "química verde". Ele dirige o Centro de Química Verde da Universidade de Yale e também trabalha para a EPA. Em 1998, publicou o livro Doze Princípios da Química Verde com o colega Jack Warner. O primeiro desses princípios determina que "é melhor prevenir resíduos do que tratar ou limpá-los após eles serem criados". Além disso, alternativas inofensivas devem ser encontradas para produtos químicos tóxicos e solventes.
O mais recente marco no caminho para a química verde foi o regulamento Reach (Registro, Avaliação e Restrição de Produtos Químicos) da União Europeia, em vigor desde 2007. Agora já não cabe às autoridades demonstrar aos fabricantes que as substâncias que usam são potencialmente nocivas. Graças ao Reach, cerca de 40 mil produtos químicos têm de ser testados agora.
Outros objetivos da química verde são reduzir o consumo de energia, melhorar a eficiência do processo de produção e mudar para recursos renováveis. Afinal, a indústria química também depende do petróleo - consome 10% da produção mundial para fazer entre 80% e 90% de seus produtos. O setor também é devorador de energia: em 2008, por exemplo, a indústria química alemã consumiu cerca de 12,5% da demanda nacional de energia.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário